A cultura do cu

O cu não é só cocô. O cu é tão belo quanto uma flor.

O cu é lindo. O cu é bem legal. O cu é gente como a gente.

O cu não pode ser tratado como um tabu.

O cu é cultura.

E a cultura do cu pede um brinde e um pum. E um anal bem gostoso.

O cu é bom demais. Você já provou? Você já comeu?

O cu é fabuloso.

O cu é cheiroso.

O cu é tudo e muito mais.

O cu oferece tantas possibilidades…

Existem aqueles que gostam de dar, existem aqueles que preferem comer. O cu de um versátil encontrou a felicidade.

O cu é puro glamour.

O cu é pura estética.

Podemos até aplicar botox nas pregas do cu, que tal?

O cu é uma obra de arte.

Admiradores do cu sabem o que é bom.

Existe gente que enfia o dedo no cu e depois cheira.

Existe cara que antes de meter a pica, mete a língua.

O cu pulsa. O cu abre e fecha.

O cu também faz parte da anatomia humana.

O cu sabe falar e dá recados.

Dizem que o ovo sai do cu da galinha. O ovo, que tem proteína. Uma proteína chamada albumina. Os pintinhos saíram de dentro do ovo, que saiu de dentro do cu da galinha. A vida surgiu de dentro de um cu. O pinto fica mais vivo dentro do cu.

Num futuro bem próximo, homens gays também poderam dar a luz pelo cu. Mas enquanto a ciência descobre um meio para que bebês nasçam de dentro do cu, o cu não se preocupa, o cu não se estressa.

O cu está relaxado.

O cu está dilatado.

O cu é um futuro melhor.

O cu é vida.

Existe gente que arrota pelo cu; existe gente que faz cu-doce.

Às vezes, o cu faz bico.

Existe gente que dorme de cu aberto.

Existe gente que prefere tomar no cu do que tomar num copo.

Por isso, gosto, preferência, é que nem cu: cada um tem o seu, cada um cuide do seu e se responsabilize pelo seu. Pois como dizem por aí: cu de bêbado não tem dono.

Pau no cu é menos popular do que pau na buceta. Por isso, o cu é um ousado, um atrevido, um safadinho.

O cu é a política perfeita para subverter o sistema.

A solução para todos os problemas da humanidade está dentro do cu.

Porque o mundo é um cu.

O cu está em todo lugar.

O cu não sai da cabeça.

O cu não sai dos pensamentos.

O cu gosta quando a cabeça entra.

Por isso, é fácil se apaixonar pelo cu.

É fácil acreditar no cu, se deixar seduzir pelo cu.

E que um dia os gritos em protesto de “O MEU CU É LAICO! O MEU CU É LAICO! O MEU CU É LAICO! O MEU CU…” não sejam confundidos por “O MEU CU É LARGO! O MEU CU É LARGO!”.

Certa vez, Fidel Castro disse que um homossexual não pode ser um revolucionário. Fidelzito não conhecia Guy Hocquengheim.

Pois como bem disse o famoso poeta e ativista francês, “o buraco do meu cu é revolucionário”!

O cu apertadinho e quentinho; o cu daquele comunistazinho sarado.

O cu é tipo um revolucionário gostoso.


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A cultura do cu foi escrito por Fládson B. M. Freitas e publicado originalmente dia 10-fevereiro-2019 em FLADSON.COM | ARTS BY FLÁDSON