Fantasias de carnaval

O carnaval é a festa mais popular do Brasil.

E o motivo é simples: a racionalidade, e sua filha realidade, são opressoras.

Esqueça a razão. Esqueça a realidade e fuja para a fantasia.

Esqueça a saúde doente, a educação burra, o trânsito congestionado, a segurança violentada. Esqueça o pinto e a galinha. Esqueça o pato e o carrapato.

Esqueça a bomba ligada. Esqueça a panela no fogão.

Esqueça a conta de energia atrasada.

Esqueça das brigas e intrigas da última madrugada.

Esqueça dos problemas e beba mais um copo, abra mais uma latinha, fume mais um cigarrinho.

Deixe tudo para trás e venha para a rua. Venha ver gente.

Bote uma máscara no rosto. Bote uma peruca loira. Faça o download de novos alter-egos na sua configuração mental. Adicione múltiplas personalidades. Viva intensamente, e depois esqueça todo o resto.

Ano que vem tem mais. Ou não.

Vai quem quer, volta se Deus quiser. Mas fique tranquilo: a chave da cidade foi entregue nas mãos do Rei Momo.

Música, corpos suados, corpos sem camisa. Um convite explícito e subliminar.

Nas fantasias de carnaval, tudo é possível: até um beijo fácil.

Até um sexo a três.

Até homem se vestindo de mulher.

Aliás, o carnaval é o momento certo para tirar todas as fantasias que você deixa escondidas aí, dentro do seu armário durante os outros onze meses do ano.

Sendo o travestismo carnavalesco uma coisa extravagante e purpurinada, tudo continua sendo possível.

É possível até mesmo entrar num transe místico com os batuques da Axé Music.

No carnaval todos se encontram: explorados e exploradores, gentalha e elite, todos unidos num coletivo místico e luxurioso. Unidos por uma força estranha, talvez do diabo, quem sabe.

A maravilhosa e excepcional fantasia é sempre mais gratificante do que a triste e corriqueira realidade.

Os caminhos do carnaval estão corretos. Quem for seguindo o trio elétrico, nunca se perderá.

Carnaval é alegria. Carnaval é droga. Carnaval é sexo. Carnaval é tudo o que a imaginação permitir.

Carnaval é fantasia, e tudo aquilo que desperta a fantasia das pessoas exerce fascínio e poder.

Logo, carnaval é puro poder.

Poder do teatro, poder da ilusão. Pura distração.

No fundo bem profundo, o carnaval é uma grande mentira. Um dos nomes poéticos para a mentira chama-se “fantasia”.

Na quarta-feira de cinzas, tudo já virou pó e esvaneceu-se.

Após a droga anestésica, a dolorosa realidade.

Na política do pão e circo, o povão, sempre bruto e alienado, faz o papel de palhaços.

Isso explica o porquê do carnaval ser tão popular no caricato e estereotipado Brasil que gringo gosta de ver.


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Fantasias de carnaval foi escrito por Fládson B. M. Freitas e publicado originalmente dia 10-março-2019 em FLADSON.COM | ARTS BY FLÁDSON

Considerações sobre o filme “Ensaio sobre a Cegueira”

O filme “Ensaio Sobre a Cegueira” (título em inglês: “Blindness”, de 2008), dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”, de 2002) e baseado no livro homônimo do consagrado escritor português José Saramago (1922-2010), é uma daquelas obras da sétima arte que nos fazem refletir sobre a natureza do ser humano e de sua existência, lançando questionamentos filosóficos sem respostas fáceis e deixando um espaço em branco para que o público possa preenchê-lo com sua própria imaginação ou visão de mundo.

Direito, Moral, Ética e Justiça entrelaçam-se tanto na vida real cotidiana quanto no enredo fictício apocalíptico do filme.

E a sinopse é basicamente essa: numa metrópole qualquer, não identificada, personagens também não identificados por nome, mas somente por seu estereótipo social (o “médico”, a “mulher do médico”, a “prostituta”, o “homem do tapa-olho preto”, o “ladrão de carros”…) são acometidos por uma misteriosa epidemia de “cegueira branca”, que faz grande parte da população literalmente perder a visão, fazendo com que o governo local isole os infectados numa espécie de hospital-presídio, para que não espalhem a doença. Somente uma única personagem, a “mulher do médico”, continua enxergando e torna-se a cuidadora, protetora e líder do grupo de cegos.

Com a literal perda da visão, o ser humano agora torna-se frágil e vulnerável, como se fosse uma criança pequena, altamente dependente dos cuidados de alguém que possa auxiliá-lo nas mais banais atividades cotidianas, como por exemplo, usar o banheiro.

O instinto primitivo de sobrevivência sobressai, induzindo uma luta em que os fortes subjugam os fracos, até mesmo na disputa por um pedaço de carne para se alimentar.

Agora, sem poderem enxergar o “pecado” da nudez, já não existe a necessidade de roupas. Pode-se andar nu. É mais um convite para retornar ao antigo e primitivo estado natural dos seres humanos. Convite esse que desperta a luxúria, e a necessidade de fazer uso de outros sentidos e aprimorá-los: audição, olfato, tato, paladar.

A depender das circunstâncias, cada vez mais extremas, parece já não haver certo ou errado. É a tentação para enganar, explorar, roubar e matar o que atormenta a consciência dos sobreviventes. Fomenta-se o sentido ético e moral de cada um dos personagens do drama; faz-se um convite para suas crenças e convicções particulares; e desperta-se a dúvida sobre o como agir em relação ao outro em sociedade, ou no que restou dela.

Num cenário apocalíptico de caos, decadência e podridão, literal e metafórica, José Saramago, brilhantemente traduzido para o cinema por Fernando Meirelles, convida o espectador para filosofar sobre a “cegueira” de cada um de nós. Aquela que nos permite ver o outro com os olhos, mas não enxergá-lo em sua plenitude, tão cegados que estamos com nossos próprios preconceitos e julgamentos pré-concebidos.

O ser humano em toda a sua complexidade surge nessa obra: ignorante e arrogante, frágil e valente, justo e amoral, racional e instintivo. São duas as “cegueiras” retratadas: a real, causadora de todo o caos, e a metafórica, nas entrelinhas, igualmente maléfica – as duas, entrelaçando-se de tal forma que somente aquele espectador com uma visão mais crítica, talvez ainda não totalmente “cego” pela ignorância humana sutilmente denunciada no filme, consiga identificar.


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Considerações sobre o filme “Ensaio sobre a Cegueira” foi escrito por Fládson B. M. Freitas e publicado originalmente dia 23-fevereiro-2019 em FLADSON.COM | ARTS BY FLÁDSON

O Brasil e a bunda

Aclamada, adorada, bolinada.

A bunda é digna de amplo espaço nos pixels televisivos.

A bunda feminina.

A bunda carnavalesca.

A bunda exibicionista.

A bunda insaciável.

A bunda de alma siliconada.

A bunda de projeções abundantes.

A bunda do fio cheiroso.

A bunda das praias e academias.

A bunda das capas de revista.

A bunda das postagens viralizantes.

A bunda é uma coisa redonda e misteriosa. Mas a bunda não é uma bola. O mundo sim é uma bola. E se fosse duas bolas, o mundo seria um saco. Mas o mundo é divertido. O mundo é bom demais. O mundo é curtição. O mundo é a própria bunda.

Bunda, bunda, bunda.

A bunda que entorta pescoços. A bunda que tudo sabe e abarca. A bunda que incita guerras orgásmicas e micaretas religiosas. A bunda dos prazeres púberes. A bunda da vizinha gostosa. A bunda das maiores bundas, anabólica imperatriz midiática.

A bunda tudo sabe, tudo vê.

A bunda é puro prazer e poder.

Mulheres de bunda grande são as rainhas do mundo.

A bunda veio para salvar. A bunda veio para profetizar. A bunda abre o caminho. O que entra pela bunda não quer mais sair.

Três coisas no Brasil são realmente importantes: novela, futebol e bunda.

Nada mais interessa, nada mais importa.

A bunda tudo foi, tudo é, tudo será.

A bunda é onisciente, onipresente, online.

Certas bundas têm vida própria, e interferem na vida alheia.

Quando a bunda se abre ao povo, a bunda alarga a esperança. Por mais saúde!!!, por mais educação!!!, por mais segurança!!!, por mais cultura!!!, por mais bunda!!!

O Brasil e o mundo precisam de mais flores, de mais livros, de mais bundas!

A bunda que solta gases psicodélicos.

A bunda que provoca bulimias no juízo popular faminto.

A bunda que foi endeusada, arrombada no âmago de sua humildade e posta no comando geral.

Tudo o que a bunda fala e faz, todos concordam.

A bunda defeca nas escolas, delegacias, favelas, estradas.

A bunda defeca nas bocas acomodadas.

A bunda tem poderes místicos.

A bunda é a cara de quem a vê.

A bunda faz a cabeça do eleitorado, e todos sabem o que o eleitorado tem na cabeça.

Parece que a bunda cagou na cabeça dos eleitores… eles têm merda na cabeça.

A bunda promete, mas nunca dá.

A bunda é pura corrupção.

A bunda é pura sedução.

A bunda se prostitui, expelindo migalhas à audiência.


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O Brasil e a bunda foi escrito por Fládson B. M. Freitas e publicado originalmente dia 19-fevereiro-2019 em FLADSON.COM | ARTS BY FLÁDSON

A cultura do cu

O cu não é só cocô. O cu é tão belo quanto uma flor.

O cu é lindo. O cu é bem legal. O cu é gente como a gente.

O cu não pode ser tratado como um tabu.

O cu é cultura.

E a cultura do cu pede um brinde e um pum. E um anal bem gostoso.

O cu é bom demais. Você já provou? Você já comeu?

O cu é fabuloso.

O cu é cheiroso.

O cu é tudo e muito mais.

O cu oferece tantas possibilidades…

Existem aqueles que gostam de dar, existem aqueles que preferem comer. O cu de um versátil encontrou a felicidade.

O cu é puro glamour.

O cu é pura estética.

Podemos até aplicar botox nas pregas do cu, que tal?

O cu é uma obra de arte.

Admiradores do cu sabem o que é bom.

Existe gente que enfia o dedo no cu e depois cheira.

Existe cara que antes de meter a pica, mete a língua.

O cu pulsa. O cu abre e fecha.

O cu também faz parte da anatomia humana.

O cu sabe falar e dá recados.

Dizem que o ovo sai do cu da galinha. O ovo, que tem proteína. Uma proteína chamada albumina. Os pintinhos saíram de dentro do ovo, que saiu de dentro do cu da galinha. A vida surgiu de dentro de um cu. O pinto fica mais vivo dentro do cu.

Num futuro bem próximo, homens gays também poderam dar a luz pelo cu. Mas enquanto a ciência descobre um meio para que bebês nasçam de dentro do cu, o cu não se preocupa, o cu não se estressa.

O cu está relaxado.

O cu está dilatado.

O cu é um futuro melhor.

O cu é vida.

Existe gente que arrota pelo cu; existe gente que faz cu-doce.

Às vezes, o cu faz bico.

Existe gente que dorme de cu aberto.

Existe gente que prefere tomar no cu do que tomar num copo.

Por isso, gosto, preferência, é que nem cu: cada um tem o seu, cada um cuide do seu e se responsabilize pelo seu. Pois como dizem por aí: cu de bêbado não tem dono.

Pau no cu é menos popular do que pau na buceta. Por isso, o cu é um ousado, um atrevido, um safadinho.

O cu é a política perfeita para subverter o sistema.

A solução para todos os problemas da humanidade está dentro do cu.

Porque o mundo é um cu.

O cu está em todo lugar.

O cu não sai da cabeça.

O cu não sai dos pensamentos.

O cu gosta quando a cabeça entra.

Por isso, é fácil se apaixonar pelo cu.

É fácil acreditar no cu, se deixar seduzir pelo cu.

E que um dia os gritos em protesto de “O MEU CU É LAICO! O MEU CU É LAICO! O MEU CU É LAICO! O MEU CU…” não sejam confundidos por “O MEU CU É LARGO! O MEU CU É LARGO!”.

Certa vez, Fidel Castro disse que um homossexual não pode ser um revolucionário. Fidelzito não conhecia Guy Hocquengheim.

Pois como bem disse o famoso poeta e ativista francês, “o buraco do meu cu é revolucionário”!

O cu apertadinho e quentinho; o cu daquele comunistazinho sarado.

O cu é tipo um revolucionário gostoso.


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A cultura do cu foi escrito por Fládson B. M. Freitas e publicado originalmente dia 10-fevereiro-2019 em FLADSON.COM | ARTS BY FLÁDSON

A ideia de criar um blog

Tão antiga e misteriosa quanto a Suméria.

Tão antiga e misteriosa quanto as tradições da religião.

A ideia de criar um blog surge na cabeça de adolescentes entediados.

A ideia de criar um blog surge na cabeça de seres humanos desocupados, e com acesso à internet. Quem se mete, nem sabe o que está fazendo.

A ideia de criar um blog é igual virgindade: dá e passa.

Mais volátil que a acetona.

Mais esquecível que o grande hit do verão passado.

Cabeça vazia, oficina do diabo.

Cabeça vazia, cabeça que coça, criadouro de piolhos.

Cabeça vazia, e surge um novo blogueiro.

Ideia fútil. Ideia inútil. Ideia com altos e baixos. Ideia que se perde entre as nuvens de fumaça dos cachimbos de crack e dos cigarros de maconha.

Ideia que precisa de antidepressivos e medicamentos tarja preta.

Ideia urbana. Ideia metropolitana. Ideia do cidadão civilizado.

Ideia cheia de banners, publicidades e propaganda explítica ou subliminar.

Ideia coisa de louco. Coisa de inocente. Coisa de freelancer. Coisa de desempregado.

Ideia coisa de jornalistas puxa-sacos e militantes políticos.

Ideia coisa de garotas bonitas que entendem ou fingem entender de moda.

Ideia de homossexuais fofoqueiros adoradores de divas pop.

Ideia fabricada no Vale do Silício e na Zona Franca de Manaus.

Ideia impulsionada pela força terrena dos cabos de fibra óptica e pelas ondas invisíveis dos satélites angelicais.

Ideia conectada e compartilhada, como numa grande roda que vira quadrado e depois triângulo; como numa grande irmandade mística de pessoas que nunca se olharam, nunca se falaram, nunca se abraçaram, nunca se beijaram, nunca treparam, mas compartilham um mesmo coração pulsante.

Ideia que padece de monetização paga em dólares, euros, ou em barras de ouro, que valem mais que dinheiro.

Ideia dos grandes impérios da realidade virtual que influenciam a vida real.

A ideia de criar um blog é uma voz que fala ao pé do ouvido. Seria uma alma penada?

Seria a ideia de criar um blog o ovo da serpente?

Seria a ideia de criar um blog o chip alienígena implantado na cabeça?

A ideia de criar um blog surge com pouca ambição. Com pouca determinação. Desorientada, triste. Quase morta.

A ideia de criar um blog é um bebê no bucho da mãe prestes a ser abortado.

Mais fácil que tomar um copo de suco, ou que puxar a corda do vaso sanitário, todo cagado, criar um blog é rápido e divertido.

Criar um blog é aquele sexo maravilhoso que só existe no mundo da imaginação de quem acredita nas próprias mentiras.

A ideia de criar um blog é preto e branco, azul e rosa, masculina e feminino ao mesmo tempo. Um bicho andrógino, difícil de entender, e que simplesmente surge, despertando todos os sentidos, agitando os espíritos. Uma coisa chamada amor.

A ideia de criar um blog, seja em WWW, 666 ou XXX, é ainda uma ideia banalizada, plagiada e corrompida.

A ideia de criar um blog é coisa de mochileiros aventureiros e viajantes aeroespaciais, com estórias para registrar.

A ideia de criar um blog é possível, pois a filosofia já provou que o impossível não existe.

Então, tudo pode acontecer. Inclusive o nada.

A ideia de criar um blog nos apresenta um futuro promissor: fama, ouro e glória. Ficar multimilionário através de uma tela sensível de smartphone. Milhares de seguidores, milhares de comentários, milhares de compartilhamentos.

Fãs fanáticos precisam de um novo ídolo para acender velas e prestar reverências. Um novo ídolo blogueiro influenciador digital para chamar de seu.

E o poder aumentando mais e mais.

Mas será que a ideia de criar um blog chegou atrasada?

Será que já é tarde demais para subir todos os degraus e atingir o topo da grande pirâmide dourada?

Aguardemos os próximos capítulos da história, que insiste em se repetir.

Aguardemos as próximas postagens.

É o que a voz está dizendo.


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A ideia de criar um blog foi escrito por Fládson B. M. Freitas e publicado originalmente dia 24-janeiro-2019 em FLADSON.COM | ARTS BY FLÁDSON